No segundo maior polo confeccionista do País, que engloba 1,2 mil indústrias na região de Maringá, fica nítido que o poder de compra da classe C é um dos principais motivos para um crescimento sustentável das vendas nos últimos anos.
Segundo o presidente do Sindicato da Indústria do Vestuário de Maringá e Região (Sindvest), Cássio Murilo de Almeida, as vendas anuais nos shoppings atacadistas na cidade estão crescendo em média entre 20% e 25% ao ano. ''Os nossos shoppings focam este público. Nós sabemos que a classe C quer andar bem vestida. Inclusive, é uma forma desta parcela da população se equiparar as classes A e B. Comer e se vestir bem são importantes para esta classe.''
Almeida considera que ''o consumismo'' da classe C exige um trabalho intenso por parte das indústriais têxteis da região. Ele conta que os shoppings trazem novidades semanalmente para os compradores. ''Tudo que está ocorrendo de forma imediata influencia na moda. O que a mídia está trazendo de novo precisa ser produzido aqui rapidamente. Os casos do momento são as novelas da Globo, como Avenida Brasil e Cheias de Charme.'' (V.L.)

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