Poder de compra comprometido
Genebra - Com tal disparidade de salários, os dados do UBS mostram que o poder de compra fica comprometido para parte da população das duas metrópoles brasileiras. O UBS usou como padrão para comparar o poder de compra da população o preço de um sanduíche Big Mac. A média mundial é de que um trabalhador necessite de 35 minutos de seu trabalho para comprar o produto. Mas as diferenças são gigantescas entre os países pobres e ricos.
Em Nairóbi, no Quênia, é necessária uma hora e meia de um salário para comprar um Big Mac. Nos Estados Unidos, com apenas 13 minutos de trabalho pode-se comprar o sanduíche. Já em São Paulo são necessários 38 minutos, marca acima da média mundial. No Rio de Janeiro, o produto custa quase uma hora do salário de um trabalhador.
Outro produto usado para medir o poder de compra foi o pão. Um paulistano precisa dar meia hora de seu trabalho para comprar um quilo de pão, contra 40 minutos no Rio. Em outras cidades, o poder de compra é bem maior. Em Toronto, por exemplo, são necessários apenas 10 minutos de um salário para adquirir o produto. Em Frankfurt, apenas nove minutos são necessários, contra 7 minutos em Dublin.
Já na conta relacionada à compra de um quilo de arroz, um consumidor paulista precisaria trabalhar o dobro de tempo que alguém em Londres ou Zurique para adquirir a mesma quantia do alimento. No Rio de Janeiro, o arroz custa, comparativamente, quase quatro vezes mais para um trabalhador que nessas cidades européias.
Segundo o UBS, São Paulo ocupa apenas a 42 posição no ranking das cidades onde os cidadãos têm o maior poder de compra, enquanto o Rio de Janeiro está na 52 colocação. O poder de compra é o mais elevado em Zurique, Genebra, Dublin e Los Angeles. (J.C./AE)





