O aumento do salário mínimo de R$ 151 para R$ 180, previsto para maio, pode proporcionar um ganho real médio de 25% no poder de compra da população em relação ao custo da cesta básica neste ano. De acordo com estudo elaborado pela Coordenadoria-Geral de Produtos Agrícolas da Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae), do Ministério da Fazenda, na média do segundo semestre de 1994 o valor do salário mínimo era 44% inferior ao preço da cesta básica. Ou seja: era preciso gastar quase dois mínimos para conseguir comprar os produtos essenciais que compõem a cesta.
Esse porcentual caiu para 11% no ano seguinte, mas mesmo assim era necessário mais um pouco do que o mínimo de R$ 100,00 para garantir a compra da cesta (R$ 105,00, em média). Em 1996, o custo da cesta básica era praticamente o mesmo do salário: R$ 112,00.
Durante o Plano Real, o aumento dado ao salário mínimo apenas acompanhava a variação da cesta básica. Em 1997, o governo conseguiu reverter essa tendência e o valor do salário acabou superando o da cesta em 5%.
No ano passado, segundo o estudo, a tendência de recuperação se acentuou e o valor médio anual do mínimo foi 8% maior do que a seleção de produtos alimentícios considerados básicos.

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