Curitiba - A greve dos seguranças que trabalham no transporte de valores com carros-fortes pode afetar o abastecimento de dinheiro nos caixas eletrônicos já a partir do final de tarde de hoje. A previsão é do presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Transporte de Valores e Escolta Armadado Paraná (Sineesfort-PR), Paulo Sérgio Gomes. A categoria entrou ontem em greve por tempo indeterminado. Segundo ele, a adesão é de 100% dos 1,8 mil trabalhadores do Estado todo.
A categoria reinvidica reajuste salarial de 13%, convênio médico totalmente custeado pelas empresas, e inclusão do adicional de 30% por risco de vida no 13º salário e nas férias. O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Valores do Paraná, Gerson Benedito Pires, disse que as empresas do setor estão se reunindo para elaborar uma proposta de reajuste salarial. Segundo ele, os empresários têm urgência em chegar a um consenso.
Ele explicou que, com a greve, a população acaba sacando mais dinheiro, o que também pode contribuir para que o numerário falte mais rápido. Segundo ele, outras grandes cidades do Paraná também aderiram a greve como Londrina, Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu e Ponta Grossa.
Os funcionários que trabalham com vigilância patrimonial, ou seja, os vigilantes, aceitaram a proposta patronal e fecharam acordo de reajuste salarial na última terça-feira. O presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região Metropolitana, João Soares, disse que a categoria conseguiu um reajuste de 12,78% e reivindicava 10,72%. ''Não conseguiríamos isso se a greve fosse julgada em dissídio pelo Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR)'', disse.

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