Pobreza extrema cresce em toda América Latina
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2001
France Presse De Roma 
O número de pessoas que vivem em condições de extrema pobreza na América Latina aumentou em 20 milhões na última década, chegando a 80 milhões, segundo estudo apresentado ontem em Roma pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA).
O relatório, exposto pela diretora do Departamento para a América Latina e o Caribe dessa agência das Nações Unidas, Raquel Peña Montenegro, é considerado um dos mais completos sobre a pobreza rural no continente em mais de 20 anos de existência do Fundo, mais conhecido como o banco dos pobres.
Queremos pedir a atenção da comunidade internacional para um dado preocupante, já que 80 milhões de pessoas vivem em situação de extrema pobreza na América Latina, afirmou Montenegro. Durante os primeiros seis anos dos anos 90, os níveis de pobreza e extrema pobreza rural se mantiveram constantes no continente, com uma tendência ao aumento ao finalizar a década, segundo o estudo, intitulado Rumo a uma região sem pobres.
Os dados mais recentes vindos da América Central, Venezuela, México e Brasil indicam, além disso, que os níveis de pobreza rural tiveram um aumento entre 10% e 20%, envolvendo mais de 90 milhões de pessoas, em grande parte indígenas, sustenta o estudo.
Queremos chamar a atenção do mundo porque será muito difícil cumprir a meta fixada na reunião de cúpula Mundial da Alimentação (Roma-1996) de reduzir para a metade o número de pessoas com fome no mundo antes de 2015, afirmou Montenegro.


