SÃO PAULO - Duzentos milhões de pessoas vivem na pobreza na América Latina, apesar de o percentual ter caído de 41% para 39% entre 1990 e 1994, segundo a Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe). O relatório Panorama Social, realizado anualmente pela Cepal, foi divulgado ontem, em São Paulo, durante a primeira Conferência Regional de sequência à Cúpula Mundial do Desenvolvimento Social.
O desemprego é apontado como a maior causa da pobreza. O relatório diz ainda que as microempresas são as principais empregadoras. Informa também que a renda dos 10% mais ricos na América Latina continua aumentando e os 40% mais pobres permanecem na mesma situação. Os ministros do Trabalho da Argentina e do Uruguai, José Armando Figueroa e Ana Lia Pi¤eyrua, estão otimistas em relação à redução de desemprego em seus países.
Os dois participaram ontem, em São Paulo, do Seminário Internacional sobre Emprego e Relações de Trabalho. Figueroa espera crescimento de 3% no número de empregos neste ano. Em março de 1997, a taxa de desemprego atingiu 17,3%. O ministro afirmou que o PIB (Produto Interno Bruto) argentino deve crescer 5% em 1997. Para ele, essa taxa garante novos postos de trabalho naquele país.

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