Curitiba - O PMDB é o único partido que ainda não indicou oficialmente os dois membros que vão compor a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre os Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) e está atrasando a instalação da comissão. O presidente da Assembléia Legislativa, deputado Hermas Brandão (PSDB), havia dado prazo até a última sexta-feira para que todos os partidos indicassem os nomes, porém o líder do PMDB na Assembléia, deputado Antonio Anibelli, informou ontem que os membros só serão indicados na hora certa. Já Hermas amenizou garantindo que até amanhã acontecerá a indicação.
Anibelli nega que a demora na indicação dos dois membros seja porque há pressão por parte do governo para que não aconteça a instalação da CPI. O superintendente do porto Eduardo Requião, que em caso de CPI ficaria na berlinda, é irmão do governador Roberto Requião (PMDB). Anibelli diz que ''não aceitaria nenhum tipo de pressão e que a formalização ainda não aconteceu porque não é certo que ele e o deputado Alexandre Khury (PMDB) sejam mesmo os indicados, como estava previsto''. Com a demora do PMDB, a previsão dos deputados é de que a CPI, que vai investigar supostas irregularidades nos portos, seja instalada na próxima quarta-feira. Os outros deputados que devem compôr a CPI, além dos dois membros do PMDB, são Barbosa Neto (PDT), Valdir Leite (PPS), Durval Amaral (PFL), Elton Welter (PT) e Valdir Rossoni (PSDB).
Já a Comissão Permanente de Fiscalização da Assembléia, que também está apurando as supostas irregularidades nos portos, deve ser reunir novamente na próximas quarta-feira e sexta-feira (quando acontecerá uma audiência pública). Na sessão de quarta-feira devem depor o ex-coordenador da área de segurança e higiene do porto, João Carlos Domanski; o procurador jurídico da Appa, Mauro Maranhão; o atual contador da Appa, Gilmar Francener; o delegado da Receita Federal em Paranaguá, Marco Antonio Franco; o assessor do superintendente Eduardo Requião, Alaor Reis; e o ex-responsável pela contabilização de soja Valdir Neves. Os dois últimos devem prestar depoimento em sigilo.
Na sexta-feira, a sessão deve contar com membros de diversas entidades e representantes do Ministério dos Transportes e do Desenvolvimento Industrial e de Comércio Exterior.

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