O PMDB e o PFL desfizeram o acordo partidário fechado com a oposição para aprovar a correção da tabela do Imposto de Renda em 20%. A ordem agora é buscar o entendimento em torno de uma alíquota ainda menor, como quer o governo.
Desfeito o acordo, o deputado Ney Lopes (PFL-RN) aproveitou para ressuscitar a proposta antiga do partido de criação de alíquotas intermediárias entre as que já existem 15% e 27,5%.
O líder do PMDB na Câmara, deputado Geddel Vieira Lima (BA), defendeu o reajuste da tabela por um índice que reponha parte das perdas com a inflação. ''Estamos dispostos a corrigir a tabela. Se corrigirmos repondo o índice de inflação, será uma grande vitória para o assalariado e a classe média.'' As perdas de arrecadação que o governo pode vir a ter, segundo o deputado, levaram o partido a mudar de opinião. Segundo cálculos da Secretaria da Receita Federal, a correção pelo índice de 20% causaria perdas de R$ 3,5 bilhões na arrecadação do IR.
No entanto, Geddel disse que o patamar inicial de negociação será o índice de 20%. Se as demais lideranças partidárias continuarem insistindo nesse índice, o PMDB defenderá sua manutenção.
O projeto de lei que corrige a tabela do IR, já aprovado no Senado, aguarda votação pelo Plenário da Câmara. A proposta original prevê um índice de correção de 35%, que é totalmente descartado pelo governo, porque provocaria perdas de R$ 5,3 bilhões na arrecadação anual.
Geddel disse que na nova negociação descarta totalmente o apoio do PMDB à criação de novas faixas de arrecadação e novas alíquotas.

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