Os trabalhadores da Ford vão receber R$ 500 a título de segunda parcela da participação nos lucros e resultados (PLR) no dia 10 de dezembro. Somado aos R$ 1.450 que já foram pagos, o total de PLR na montadora este ano será de R$ 1.950, 30% menos do que no ano passado.
A proposta de pagamento de R$ 500 foi aprovada durante assembléia na porta de fábrica, ontem de manhã. Uma primeira votação rejeitou a oferta. Os metalúrgicos da montadora esperavam mais. Depois do discurso do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Luiz Marinho, os trabalhadores resolveram aceitar a proposta. ‘‘Nem todo o mundo votou’’, disse Marinho referindo-se aos trabalhadores que demonstravam dúvida. ‘‘Não foi fácil arrancar esses R$ 500 da Ford’’, completou Marinho, dando então o tom de defesa da proposta em seu discurso.
A idéia da Volkswagen de não pagar PLR sequer foi citada na assembléia. Os sindicalistas mantiveram a precaução de não tocar no assunto antes da negociação com a empresa.
Na segunda votação, a oferta da Ford foi aceita por uma platéia conformada com um valor que, apesar de menor do que o do ano passado, ainda significa uma conquista diante das ameaças da Volkswagen. Menos da metade dos empregados da Ford estava na assembléia porque a empresa reduziu as atividades a um turno de trabalho.
Os empregados que formam os dois turnos - cerca de 6 mil - estão se revezando em semanas alternadas para manter a linha de montagem somente durante o dia. Assim, a média de produção foi reduzida de 1.050 para 502 carros por dia. As semanas não trabalhadas estão sendo registradas em forma de licença não remunerada.

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