Plástico protege
horta nas regiões
de clima frio
As geadas que ocorreram neste inverno na região centro-sul do Paraná causaram prejuízos inexpressivos às culturas de hortifrutigranjeiros. A maior parte da produção de folhosas, os produtos mais sensíveis a baixas temperaturas, estava protegida com plásticos e não foi danificada. É o caso da alface, que tem 80% de sua produção de 750 toneladas mensais, na Região Metropolitana de Curitiba, cultivados em ambiente protegido.
‘‘A plasticultura está bem desenvolvida em regiões frias do Estado e já não se vê perdas acentuadas como há quatro anos’’, diz o engenheiro agrônomo Iriberto Hamerschimidt, técnico da Emater, a empresa de assistência técnica e extensão rural da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento. Segundo ele, ao lado da adoção da plasticultura, os produtores de hortifrutigranjeiros estão plantando variedades mais resistentes a geadas, como cenoura, couve-flor, couve de folha e repolho.
Para garantir suas culturas contra o frio, o produtor não precisa gastar muito, em comparação com o retorno. De acordo com Iriberto Hamerschimidt, um túnel plástico baixo, de 2,20 metros de largura por 100 metros de comprimento, custa por volta de R$ 210,00. Em cerca de 150 dias, o dinheiro volta em forma de produto preservado. ‘‘O retorno é garantido com o plantio de dois ciclos de alface’’, diz.
A plasticultura, também conhecida como cultivo protegido, cresceu 40% no Estado nos últimos anos. Na safra 96/97, o Paraná tinha 142 hectares de lavouras cobertas com plástico. Hoje são 232 hectares, cultivados por mais de 1,3 mil produtores. Os principais produtos cultivados em estufas e túneis plásticos são pimentão, pepino, tomate, alface, morango, feijão-vagem, flores, alface e melão. A produção de mudas também vem se desenvolvendo e já conta com 206 produtores paranaenses.
Outro dado positivo em favor da plasticultura, segundo o técnico da Emater Iriberto Hamerschimidt, é o aumento da produtividade. Ele aponta o tomate como melhor exemplo. De um rendimento de 40 a 45 mil quilos por hectare no plantio convencional, o tomte na estufa pode render até 110 mil quilos por hectare. Sem falar na redução do ciclo, que cai para 20 dias com o tomate, 15 dias com a alface e 10 dias com o feijão-vagem. ( E.L.).

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