Plástico no lugar do dinheiro
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domingo, 04 de setembro de 2011
Mie Francine Chiba <br> <br> Reportagem Local 
Ano após ano o país vem assistindo à expansão dos cartões de crédito, de débito e de lojas, que este ano movimentaram R$ 159 bilhões neste segundo trimestre. O valor superou em 26% o mesmo período do ano passado. Os dados são da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs).
Durante o mês de junho, foram emitidos 657,2 milhões de cartões, 10% a mais que o mesmo mês de 2010. Entre abril e junho, foram registrados 2 bilhões de transações com os cartões de bancos, lojas e redes de varejo, sob crescimento de 20% ante o período do ano passado.
Só os cartões de crédito giraram mais da metade do valor movimentado no primeiro semestre deste ano - R$ 176 bilhões, com alta de 27%. Para o total deste ano, a expectativa é que o mercado de cartões cresça 23%, com movimentação de R$ 667 bilhões.
Oito anos atrás, apenas 20% dos pagamentos feitos no restaurante self service Paulo's eram feitos com cartão de crédito. Hoje, esta proporção já chegou à metade. ''O consumidor se habituou a usar cartão de crédito'', afirma o proprietário, Hudson Rubens Dena.
Segundo ele, é nos finais de mês que aumenta o número de pessoas que optam pelo cartão, provavelmente, porque para muitos o salário já se esgotou e a conta é jogada para o mês seguinte.
Empresário na área de saúde, João Adalto de Andrade tem meia dúzia de cartões dentro da carteira. No compartimento de dinheiro, só alguns trocados para imprevistos e para locais que não aceitam cartão. Acima dos dez reais, todas as compras de Andrade são pagas com o crédito de banco. ''Compro bastante coisa e com as faturas sou capaz de saber onde gastei.''
O engenheiro eletricista Fernando Bavia utiliza seus dois cartões de crédito para quase todos os tipos de compra. O dinheiro na carteira é usado apenas para pagar o estacionamento. Todos os meses, constam valores entre R$ 600 e R$ 1000 nas faturas que chegam ao endereço de sua casa.
Entre as vantagens, o engenheiro cita a facilidade nas compras parceladas e, para os cartões de débito, a conveniência ao pagar as contas. ''Como no dia a dia é muito corrido, ao invés de ir à lotérica, pago direto pelo cartão.''


