Um atraso na safra de verão deste ano ''não é um atraso qualquer'', segundo analistas de mercado. Eles não vêem os efeitos agronômicos da estiagem, mas as implicações comerciais. Os agricultores têm todo interesse em ''tirar'' a soja mais cedo para aproveitar a melhor época de plantio do milho safrinha, que promete lucro excepcional. É que o produto vai entrar no mercado num momento de crise para o abastecimento, ou no pico da escassez, como prevêem todas as análises. O mercado tende a ser ''comprador'' durante todo o ano, mas será no primeiro semestre que surgirão as melhores oportunidades de negócios para o milho.
Por outro lado, o milho da safra de verão também começou a ser plantado quando as primeiras chuvas de outubro davam condições. Plantios - antecipados - feitos em outubro passaram todo o mês de novembro sem chuva. As plantas já sentem a estiagem. Enquanto isso, plantios feitos ''no pó'', ou seja antes de chuva, esperando que elas chegassem dias depois, também devem ficar comprometidos se não chover em uma semana.
Seguro Com previsões de chuvas para todo o Estado, os produtores preferem não falar em perdas, até o momento. Tanto a soja como o milho têm bom poder de recuperação, princpalmente quando semeados em plantio direto, que conserva a umidade. No entanto, se houver perdas poucos vão contar com ressarcimentos. Com exceção das lavouras financiadas com linhas de crédito específico, quase ninguém fez seguro. Em primeiro lugar por falta de tradição e também porque seguro no Paraná é algo que carece de confiança.

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