O preço mínimo e o Plano de Safra que o governo está elaborando irá utilizar pela primeira vez dados relativos ao plantio direto. A afirmação foi feita ontem, em Londrina, pelo diretor de Planejamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Gervásio Castro de Rezende. ‘‘O sistema utilizado pela Conab para fixar preços mínimo só considerava o plantio convencional, mas a prática do plantio direto cresceu muito e temos de levá-la em conta’’, comentou o técnico da Conab. Rezende acredita que o governo anuncie as alterações no Plano de Safra na próxima semana.
Rezende esteve reunido ontem na Embrapa-Soja com técnicos do Departamento de Economia Rural da Secretaria de Agricultura, do Iapar e das cooperativas Coamo, Corol e Integrada. Rezende disse que os dados coletados na reunião servirão para subsidiar o Plano de Safra e a fixação dos novos preços mínimos, principalmente do milho.
O diretor de Planejamento da Conab disse que a utilização do plantio direto reduz o preço fixo de produção, uma vez que o emprego de máquinas e equipamentos para o preparo do solo diminui. ‘‘Mas em contrapartida a utilização de herbicidas aumenta significativamente’’, observou. Rezende não informou o quanto o custo de produção cai com o plantio direto. ‘‘Ainda precisamos computar os dados colhidos nas regiões visitadas para sabermos a redução que a técnica proporciona. Esperamos constatar uma grande queda no custo de produção’’, disse. O técnico da Conab disse que buscou informações em Goiás, Mato Grosso e no Paraná.
Rezende afirmou que a intenção do governo é estabelecer um preço mínimo ao milho que garanta maior espaço para o produto no mercado, sem a necessidade de o próprio governo comprar o grão. Ele disse que a fixação do preço mínimo não leva em conta apenas o custo de produção, mas também uma avalição do mercado.
No caso do milho, disse Rezende, o governo quer estabelecer preços mínimos que garantam a escoamento da safra do Mato Grosso e Goiás sem a necessidade de AGFs. A intenção do governo, segundo o técnico da Conab, e reduzir os preços mínimos para o milho nestes dois Estados para tornar o produto mais competitivo. No caso do Paraná, há uma proposta de manter o atual preço mínimo de R$ 6,70 ou conceder um pequeno aumento. No Mato Grosso, o preço mínimo do milho é de R$ 6,30.

mockup