Planta de IPTU completa 15 anos sem atualização
Sem atualização desde 2001, a Planta Genérica de Valores do Município de Londrina traz diferenças discrepantes no preço do metro quadrado estipulado para o cálculo do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Nesses 15 anos, a planta foi apenas corrigida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). E muitas regiões da cidade passaram por grande valorização imobiliária. O resultado é que o IPTU londrinense, hoje, além de defasado é injusto.
Só para se ter uma ideia, há áreas na Gleba Palhano um dos bairros que mais se desenvolveu no período cujo valor do metro quadrado, R$ 65,18, é o mesmo que o do Conjunto Maria Cecília, bairro humilde da zona norte.
A região norte, aliás, tem um dos metros quadrados mais caros da planta de valores. O valor do metro na Avenida Saul Elkind é de R$ 391, o mesmo que o da Avenida Madre Leônia Milito, que começa na Avenida Higienópolis, corta a Gleba Palhano, leva ao Shopping Catuaí e aos condomínios chiques da zona sul. Há trechos da Madre Leônia, cujo valor é mais baixo, de R$ 369,38. Quando a atual planta foi elaborada, a região ainda não tinha sofrido o "boom" imobiliário visto hoje.
A planta é o documento oficial que estipula quanto custa o metro quadrado em cada ponto do município. O IPTU corresponde a 1% do valor venal do imóvel com construção e varia de 3% a 7% quando não há edificação.
Indicador calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que representa a inflação oficial do Brasil
Palavra do inglês que significa "explosão", cujo termo é utilizado para denominar o crescimento imobiliário
O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional





