Planos para legalizar negócio no futuro
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quinta-feira, 19 de maio de 2005
Vera Barão<br>Reportagem Local 
A burocracia e os altos custos são os principais empecilhos para a maioria dos que trabalham na informalidade. As costureiras Cleiris Barbosa e Val Costa montaram uma sociedade há três meses, abrindo uma porta na área central de Londrina, para oferecer seus serviços.
''Por enquanto não temos funcionários e nem firma aberta porque isto é muito caro. Estamos começando e, se der certo, vamos querer legalizar a situação futuramente'', comenta Cleiris, que imagina que os impostos são grandes. ''Se todo mundo reclama é porque é caro. Seria importante que o governo reduzisse os custos para que as pessoas pudessem legalizar seus negócios'', comentou ela, que trabalhou 20 anos no fundo do quintal. ''Foi assim que sustentei minhas duas filhas'', complementa.
A sócia Val Costa disse que em princípio não está sendo possível investir muito. ''Só comprei uma maquina galoneira (para costurar malhas), as outras máquinas já tínhamos em casa'', contou. Ela sempre quis montar um negócio próprio, mas durante quase toda sua vida trabalhou de empregada. ''Estamos entusiasmadas e parece que tem tudo para dar certo'', contou.
Também trabalhando na informalidade, a costureira Luiza Rodrigues acha que os impostos altos prejudicam quem quer abrir um negócio. Ela trabalha há dois anos na informalidade e disse que não tem firma aberta. ''Se não tiver uma lei para baixar os impostos, muita gente vai trabalhar sem abrir firma e pagar impostos'', enfatiza, acrescentando que paga a Previdência para futuramente se aposentar.


