Planos de saúde terão alta de 7,69% este mês
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sexta-feira, 12 de julho de 2002
Agência Estado 
Rio de Janeiro Um dos principais reajustes de tarifas que deve afetar os índices de preço ao consumidor deste mês, o dos planos e seguros de saúde, deverá ser um pouco menor que o esperado. Isso porque, apesar de o governo ter autorizado dois níveis de reajuste anual para os planos e seguros de saúde individuais, as 13 seguradoras do setor optaram pelo menor nível de reajuste, segundo o diretor-executivo da Federação Nacional de Seguros (Fenaseg), Horácio Cata Preta.
De acordo com ele, todas as seguradoras escolheram o porcentual mais baixo, de 7,69% , porque quem escolhesse o mais alto, de 9,39%, teria de reajustar os valores das consultas médicas em 20%. ''Como é mais econômico não cobrar 1,07% a mais que dar 20% de reajuste nas consultas, todas optaram pelo reajuste mais baixo'', afirmou Cata Preta.
Segundo o diretor-executivo da Fenaseg, a alta do dólar aumentou os custos das empresas de seguro de saúde no ano passado entre 10% e 15%, mais que o teto do reajuste permitido. ''Este ano, como a alta do dólar está maior, o impacto será maior também'', afirmou. A alta do dólar afeta as empresas do setor pelo encarecimento dos serviços médicos.
''Um hospital que tem equipamentos comprados por leasing, que varia pelo câmbio, vai ter um encarecimento do custo e vai pressionar a seguradora para receber mais'', afirmou. A desvalorização do real também aumenta o preço de órteses e próteses usadas em atos cirúrgicos e o preço dos remédios que têm insumos importados. ''Este impacto não é imediato, mas ocorre tão logo o hospital começa a esgotar o estoque de remédios e de próteses. Na recomposição, os produtos podem já vir com preços mais altos, e, em geral, os hospitais trabalham com estoques curtos'', disse o diretor-executivo da Fenaseg.
Apesar de serem apenas 13 empresas em um universo de 2.548 operadoras de planos de saúde autorizadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar, as seguradoras têm 25% da arrecadação de R$ 23 bilhões de todo o mercado de planos e seguros de saúde, segundo estimativas extra-oficiais citadas por Cata Preta.


