As operadoras de planos de saúde poderão reajustar os seus contratos entre 7,69% e 9,39%. Os índices foram divulgados na última quarta-feira pela Agência Nacional de Saúde (ANS), órgão que regulamenta o setor. Os planos devem ser reajustados nos meses em que os contratos fazem aniversário. O índice máximo, de 9,39%, só pode ser adotado caso as empresas reajustem também as tabelas de preços das consultas médicas, ou seja, o valor pago aos médicos pelos procedimentos.
No bolso do consumidor, esses reajustes devem chegar a partir de julho. Isso porque a ANS estabelece os índices máximos de correção, como fez quarta-feira. A partir dessa definição, as empresas têm um mês para apresentar a justificativa do aumento que pleiteiam, respeitando o limite estabelecido pela ANS. Os planos podem ser reajustados apenas uma vez por ano.
A Unimed, uma das maiores operadoras que atua no Paraná, ainda não definiu qual o índice que adotará nos seus contratos. Segundo o coordenador técnico da Unimed Curitiba, Marcelo João, a diretoria ainda não tinha se reunido para discutir o assunto.
Já a Amil, que também atua em praticamente todo o Estado, vai reajustar os seus contratos em 8,71% segundo a gerência de atendimento. No entanto, para os contratos novos não serão aplicados reajustes, conforme informou o gerente comercial da empresa, Rogério Campos.
Nas empresas de atuação regional os reajustes devem ser maiores. A Clinihauer, por exemplo, que atua em Curitiba, deve adotar o índice máximo permitido pela ANS. Mas segundo o diretor executivo da empresa, Jorge Pfutenreuter, o ideal seria reajustar em pelo menos 15%. Esse é o índice que deve ser aplicado aos contratos novos, já a partir do próximo mês. O Hospitalar, que administra o plano de saúde do Hospital Evangélico de Londrina, ainda não definiu o valor do seu reajuste.

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