O governo estuda a inclusão de mais uma faixa etária na tabela de preços dos planos e seguros de saúde. Se isso for feito, há a possibilidade de que o reajuste para idosos seja maior do que o proposto na semana passada. Também está sendo estudada a confecção de uma cartilha para ser distribuída à população sobre o funcionamento do setor sob a nova legislação e sobre os direitos do usuário.
No dia 24 de agosto, o Ministério da Saúde propôs, em reunião da Câmara de Saúde Suplementar, que existam quatro faixas etárias nos planos, entre as quais pode haver diferença de preços: de 0 a 17 anos, de 18 a 44, de 45 a 59 e de 60 anos ou mais.
Por essa proposta, o preço cobrado a partir dos 60 anos de idade não poderia ser seis vezes maior do que o preço cobrado na primeira faixa etária, de 0 a 17 anos. Operadoras de planos e seguros de saúde reclamaram. Elas alegam que não se pode cobrar de uma pessoa que tem 60 anos o mesmo de uma que tem 90 anos, uma vez que elas estão sujeitas a diferentes problemas de saúde. Uma das sugestões enviadas ao ministério pelas operadoras para a regulamentação do setor é que haja pelo menos mais uma faixa etária para o reajuste.
O ministério estuda essa inclusão, mas o reajuste permitido para essa nova faixa continuaria vinculado ao preço cobrado na primeira, de 0 a 17 anos. O formato final da regulamentação deverá estar pronto na semana que vem, quando a Câmara de Saúde Suplementar discutirá todos os temas propostos pelo governo.
Depois do debate na câmara, formada por representantes das operadoras, dos Suplementar, órgão deliberativo formado por integrantes do Poder Executivo federal. A idéia é que a regulamentação esteja publicada até o dia 4 de outubro, para que as novas regras entrem em vigor no dia 4 de novembro.

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