Planos de saúde devem pressionar inflação até 2004
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terça-feira, 08 de julho de 2003
Agência Estado 
São Paulo - Os indicadores de inflação continuarão recebendo pressão do grupo saúde, via planos médicos e seguro saúde até a metade do próximo ano. A afirmação é do coordenador dos Índices de Preços ao Consumidor (IPCs) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), André Furtado Braz. De acordo com o economista, os índices de preços ao consumidor da fundação para São Paulo receberão todos os meses a influência de um aumento de 0,67% dos planos de saúde. Este porcentual corresponde a 1/12 avos de um aumento de 8,34% autorizado pela Agência Nacional de Saúde (ANS).
''Isso significa que o subtema planos médicos e seguro saúde terá um aumento fixo de 0,67% nos próximos 12 meses até que seja autorizado um novo reajustes para os preços'', diz Braz. Para ele, é importante deixar claro para os clientes de planos de saúde que eles terão aumentos em seus contratos até meados do próximo ano.
Para se ter uma idéia de quanto o aumento dos planos de saúde é importante, informa o coordenador da FGV, o aumento de 0,30% do grupo sa© úde no IPC-SP de junho foi provocado basicamente por este subitem. Enquanto ele subiu 0,67%, os preços dos remédios e produtos farmacêuticos caíram ainda mais, ampliando uma deflação de 0,65% em maio para 1,22% no mês passado. Esse comportamento dos remédios propiciou uma desaceleração de 0,32 ponto porcentual no grupo saúde, de 0,62% em maio para 0,30% em junho.


