Plano quer nova meta para evitar apagão
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terça-feira, 10 de julho de 2001
Agência FolhaDe Brasília 
O plano B de racionamento de energia prevê o aumento da meta de economia e a adoção dos feriados semanais, antes que sejam realizados os cortes compulsórios no fornecimento. Segundo técnicos ligados à Câmara de Gestão da Crise de Energia, o ministério do apagão, o objetivo principal é evitar aquele que seria o último recurso do plano: o apagão.
A revisão da meta de economia, que hoje é de 20% para as residências do Sudeste/Centro-Oeste e do Nordeste, seria a primeira opção, caso o nível dos reservatórios fique abaixo do previsto. Se isso não for suficiente, serão adotados os feriados. A última opção seria o corte de energia.
Os cortes teriam duração mínima de duas horas e a máxima de quatro horas e poderiam ser adotados durante os feriados ou em dias úteis. O percentual de aumento da meta de economia ainda não está definido pelo governo.
O plano também poderá ser adotado em apenas uma região, provavelmente no Nordeste, caso a situação se agrave mais do que no restante do País.
O anúncio oficial está marcado para hoje, às 11 horas, quando o ministro do apagão, Pedro Parente, fará um novo balanço do racionamento de energia.
Entre os detalhes que ainda estão sendo discutidos pelo grupo de preparação para o plano de cortes está a fixação de um gatilho que determinaria a necessidade do início do plano.
Esse gatilho, estimado inicialmente em 0,5 ponto percentual abaixo da curva de acompanhamento dos reservatórios, poderá ser ampliado. Isso porque alguns técnicos consideram 0,5 um índice baixo demais, o que poderia representar um erro do modelo.
Na semana passada, o vice-presidente da Eletropaulo, Antoninho Borghi, explicou que cada 0,5 ponto percentual abaixo da curva prevista para os reservatórios poderia ser compensado com quatro feriados por mês ou três horas de apagão por dia.
Os técnicos também analisam o período de antecedência com o qual o consumidor deve ser avisado no caso da adoção de cortes programados. Uma resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determina que esse prazo seja de 48 horas antes do corte. No caso de consumidores residenciais, o aviso poderia ser feito pela imprensa, já para grandes consumidores, teria que ser feito individualmente.
Os moradores dos Estados que estão sob racionamento de energia elétrica vão opinar sobre o plano de adoção de apagões, a ser adotado caso a redução de consumo não seja suficiente para evitar os cortes programados de fornecimento. A idéia do governo federal é dividir com a população a responsabilidade do planejamento dos cortes de energia elétrica.


