Em 2000 o Brasil tem 13 milhões de pessoas pobres a menos do que em 1994, antes do início do Plano Real. A redução foi grande, mas os números também mostram que, na verdade, 32% da população brasileira ainda está abaixo da linha de pobreza – ou seja, não ganha o suficiente para garantir suas necessidades básicas.
Os números foram apresentados ontem pelo presidente do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), Roberto Martins, na comemoração dos sete anos do Plano Real.
Desde o início do plano, a pobreza diminuiu de 44% da população em 1994 para os 32% do ano passado. No entanto, o percentual caiu acentuadamente no primeiro ano do plano. Desde então tem oscilado apenas cerca de 2% nos último cinco anos, não tendo baixado de 30% nenhuma vez.
O número de pobres diminuiu, mas não a distância entre eles e os mais ricos do País. O Brasil é o quarto país com a maior desigualdade de renda do mundo. O presidente do Ipea definiu o padrão brasileiro: ‘‘Quando a economia vai bem aumenta a riqueza’’, disse. ‘‘Os mais pobres ficam menos pobres, mas os mais ricos ficam mais ricos’’. (AF)

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