Brasília - O governo anuncia hoje o Plano Nacional de Revitalização das Ferrovias, o primeiro grande projeto de mudança do setor desde o início das privatizações das malhas da Rede Ferroviária Federal, em 1995. Um dos principais objetivos do plano é a ''integração das ferrovias e a reconstituição dos corredores de transportes'', o que deverá reduzir o custo do frete, barateando, por exemplo, as exportações. Para tornar viável esse novo esquema, o governo acertou com as concessionárias uma troca de ativos, ou seja, parte dos trilhos existentes vai mudar de dono.
A MRS Logística, que possui os trechos que margeiam o Porto de Santos, deverá ceder para a Ferroban (antiga Fepasa) a segunda linha da margem direita, que se encontra inativa. Para compensar a MRS, a Ferroban deverá lhe entregar um trecho de seus trilhos perto de Jundiaí. Também com o objetivo de desobstruir corredores ferroviários, a Ferroban deverá ceder alguns de seus trechos no interior paulista para outras concessionárias, como a ALL (America Latina Logística) e FCA (Ferrovia Centro Atlântica). Com isso, o País terá quatro grandes corredores ferroviários se dirigindo ao Porto de Santos.
De acordo com o projeto, idealizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o plano prevê o melhor aproveitamento dos ''recursos operacionais com vistas à redução dos custos de transportes e aumento da captação de cargas''.
O governo espera uma redução imediata de 20% a 30% nos custos operacionais das ferrovias para escoamento da produção. ''A idéia é criar facilidades para o transporte ferroviário, melhorar os trechos, aumentar o volume do transporte e estimular os investimentos das concessionárias'', disse um dos envolvidos na elaboração do programa. O novo regulamento também contribuirá para ''tirar os caminhões da estrada e reduzir o tráfego urbano''.

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