Plano de vigilância contra aftosa não foi concluído
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quarta-feira, 07 de março de 2001
Agência Estado De Porto Alegre 
O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Luiz Carlos de Oliveira, divulgou ontem três ações que integram o plano de vigilância sanitária que será criado com o objetivo de aumentar a proteção do rebanho da Região Sul contra a febre aftosa. O plano, contudo, ainda não foi concluído. Após realizar duas rodadas de reuniões ontem em Porto Alegre (RS), que produziram poucos resultados concretos, Oliveira informou que as ações irão envolver o cadastramento das propriedades, educação sanitária e controle do trânsito de animais, sem detalhar nenhuma das medidas nem especificar seu custo financeiro.
As propostas do plano, elaborado pelo ministério, foram submetidas a dois públicos distintos secretários de Agricultura e produtores rurais. Na Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), onde ocorreu o encontro da tarde, o presidente Carlos Sperotto afirmou que espera uma forma mais ostensiva de fiscalização da fronteira, sem envolver obrigatoriamente as Forças Armadas.
A fronteira com a Argentina representa a maior preocupação dos pecuaristas, devido à ocorrência de aftosa no país vizinho. Os contornos do plano de vigilância só serão definidos no dia 15, quando os secretários de Agricultura da Região Sul voltam a se reunir com os técnicos do ministério em Florianópolis (SC).
Oliveira disse que várias medidas já estão sendo implementadas pelos Estados da região, que ele considera em estado de alerta contra a aftosa. O plano irá sistematizar e unificar estas ações, segundo o secretário, que recebeu ontem da Farsul uma proposta para rastrear o rebanho brasileiro.


