O plano de safra divulgado ontem não agradou os produtores paranaenses. Eles consideraram as medidas insuficientes para atender a meta fixada pelo governo federal de atingir a produção de 100 milhões de toneladas de grãos no ano 2.000. Nem a redução da taxa de juros de 0,75% no crédito rural e na linha de crédito do Pronaf foi comemorada. Outro ponto criticado é que os produtores não acreditam na utilização dos recursos anunciados, da ordem de R$ 10,3 bilhões, para o crédito agrícola.
A avaliação é da Organização das Cooperativas do Paraná e da Federação da Agricultura do Paraná. Os representantes dessas entidades estavam em Brasília durante a solenidade no Palácio do Planalto e saíram desencatados porque as expectativas eram maiores. O presidente da Ocepar, João Paulo Koslovski, disse que houve avanços, mas os agricultores estavam esperando mais. Ele criticou a falta de medidas de apoio ao produtor, em caso de importações de produtos que são subsidiados em seus países de origem. E também a falta de recursos para formação de estoques reguladores de produtos da cesta básica.
Para Ágide Meneguette, da Faep, o produtor tem que investir muito em tecnologia e no aumento de área para atender a meta de produção estabelecida pelo governo, e os recursos anunciados são insuficientes. Ele considerou tímida a redução das taxas de juros e não acredita que serão utilizados todo o volume de recursos anunciado. Isso porque no ano passado foi anunciado um crédito de R$ 8,5 bilhões e apenas R$ 7,3 bi chegaram aos produtores. ‘‘Há muita dificuldade no acesso ao crédito’’, criticou.

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