Paulo WolfgangEm estudoO gerente Marcelo Favieiro, gerente da Brahma em Curitiba: ‘‘É cedo para falar no assunto. Estamos passando por uma transição’’ A Pepsi-Cola deve incrementar sua operação comercial em Londrina e região, podendo gerar 150 empregos diretos, segundo o gerente da fábrica de cerveja Brahma de Curitiba, Marcelo Favieiro. A Companhia Cervejaria Brahma assinou um acordo com a Pepsico no Brasil há 15 dias, passando a ser uma franqueadora da Pepsi.
Favieiro diz que a Companhia assumiu a operação da empresa na região Sul há dois dias. ‘‘Em Londrina, assumimos ontem’’, diz ele, que junto com outros três representantes da Brahma esteve na Cidade, onde se reuniu com o prefeito Antonio Belinati e com o presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Alex Canziani.
Favieiro pediu ao prefeito um prazo de 30 dias para se pronunciar oficialmente sobre a decisão de construir ou não uma fábrica em Londrina. O prazo para a conclusão da indústria, prevista no contrato de doação do terreno, termina em 31 de dezembro. O gerente da Brahma conta que o contrato está sendo analisado pela corpo jurídico da Companhia. ‘‘Por enquanto, é cedo para falar no assunto. Ainda estamos passando por um processo de transição’’, diz ele.
‘‘Nossa intenção não é fecharmos fábricas ou depósitos. Ao contrário, estamos ativando os depósitos. Assumimos a operação para ampliá-la’’, garante Favieiro. Ele diz que uma equipe de técnicos está fazendo um estudo para levantar o potencial da região de Londrina. Mesmo que a empresa não possa juridicamente continuar utilizando o depósito atual, construído no terreno e que atualmente emprega 20 funcionários, Favieiro diz que a Pepsi irá precisar de um depósito em Londrina. ‘‘Vamos utilizá-lo nos próximos 30 dias. Caso o contrato não permita que continuemos funcionando no local, abriremos um novo depósito’’, diz. Sobre a possível devolução da área, Favieiro diz ainda não ter nenhuma posição sobre o assunto.
O vice-prefeito e presidente da Codel, Alex Canziani, diz que o interesse da cidade é pela construção da fábrica. ‘‘Se a Pepsi decidir por não construir, não concordaremos com que fiquem com o terreno’’, afirma ele. Caso a Codel seja obrigada a entrar na justiça para reaver a área - já que a empresa tem inclusive a escritura do terreno -, Canziani diz que poderá entrar em acordo com a Pepsi. ‘‘Podemos até doar a parte do depósito e reaver o restante’’, admite.
O vereador Jaci Aguiar (PDT) apresentou ontem na Câmara um pedido verbal para o retorno do projeto que revoga a doação do terreno à Pepsi, para a próxima sessão, que acontece na segunda-feira. O pedido foi aprovado.

mockup