Brasília - O secretário de Defesa Agropecuária, Gabriel Alves Maciel, informou ontem que serão liberados nesta semana mais R$ 40 milhões para ações do Plano de Prevenção e Controle da Gripe Aviária. Para o Brasil, maior produtor e exportador de aves do mundo, a detecção precoce de casos da doença é fundamental para garantir a saúde do plantel e conter o risco do vírus atingir seres humanos, disse o diretor de Combate às Doenças do Ministério da Agricultura, Guilherme Marques.

O trabalho é de prevenção, vigilância dos sítios de aves migratórias e adoção de medidas de emergência em caso de detecção da doença no País. ''Atuamos com barreiras primárias restringindo e controlando toda a importação de material genético ou produtos e animais de países de risco. Ampliando, aperfeiçoando nossas ações de barreiras de fiscalização nos aeroportos, portos e postos de fronteira'', disse.

Além disso é preciso ter também uma segunda barreira muito bem montada, ''de monitoramento, vigilância, fiscalização no campo e a educação sanitária, fundamental para aumentarmos nossa sensibilidade'', disse Marques. Quando houver uma suspeita, argumentou, o Serviço Oficial tem que estar estruturado para fazer frente ao desafio, eliminando o mais rápido possível a enfermidade.

Newcastle - O Ministério da Agricultura informou ontem que foi detectado um foco da doença de Newcastle em uma propriedade de criação de aves para a subsistência no município de Lambari d'Oeste, Mato Grosso. Das 46 aves da propriedade 26 morreram em decorrência da doença, as demais serão abatidas.

A doença, informou o ministério, foi constatada pela unidade de Campinas do Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro), que examinou amostras das aves. A suspeita da doença havia sido notificada em 15 de agosto. No dia seguinte, uma equipe de veterinários do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea) coletou as amostras das aves.

Foi estabelecida uma zona de proteção num raio de 3 Km do foco e, a partir dela, uma área de vigilância num raio de 7 Km. No raio de 10 Km que circunda o foco não há nenhuma propriedade de criação comercial de aves.

Sob a supervisão do Ministério da Agricultura, o Indea está adotando nas zonas de proteção e vigilância as medidas sanitárias previstas no Plano Nacional de Contingência à Influenza Aviária e à Doença de Newcastle, incluindo a restrição de trânsito de animais e produtos de risco. Os procedimentos de limpeza e desinfecção também estão em andamento.

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