Economistas e o mercado em geral, comemoraram, na sexta-feira, a decisão do governo norte-americano de liberar US$ 700 bi para reverter a crise financeira. Mas há uma dificuldade no caminho: o Congresso dos EUA demorará um bom tempo para aprovar a proposta
A proposta de um pacote de US$ 700 bilhões, enviada ontem à noite ao Congresso pelo Tesouro americano, tem só duas páginas e meia. O projeto é genérico no tocante à função da nova agência, que irá comprar os papéis podres. Também dará poderes ilimitados ao governo para comprar e vender títulos hipotecários e mantê-los sob seu controle por tempo indeterminado.
O documento não especifica, por exemplo, de quais instituições o governo comprará títulos nem o que poderá exigir ou obter em troca. Segundo o ''Wall Street Journal'', o objetivo ao entregar um plano ''enxuto'' foi o de buscar flexibilidade para ajustes à medida que as condições do mercado mudem.
Mas tal decisão pode dificultar a aprovação no Congresso, uma vez que representará oportunidade para que sejam apresentadas emendas. Republicanos e democratas questionam a abrangência das medidas e a falta de mecanismos para controle dos gastos.
''A proposta] é uma boa base para um plano que possa estabilizar rapidamente os mercados'', disse, em nota, o senador democrata Charles Schumer. ''Mas ela não inclui proteção visível para os contribuintes e os donos das casas. Esperamos conversar com o Tesouro para saber se eles pensam nessas questões'', completou.

mockup