Planeje para não entrar no vermelho
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quarta-feira, 12 de abril de 2006
Reportagem Local 
Reportagem publicada na edição de março da revista Pro Teste - Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (www.proteste.org.br) ressalta a importância de planejar as despesas da família, de acordo com os rendimentos. Em 2003, um estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que 85% das famílias brasileiras têm dificuldade para chegar no final do mês ainda com dinheiro. Em julho do ano passado, 63% se declaravam endividadas, segundo outra pesquisa realizada pela Federação do Comércio de São Paulo.
Os maiores gastos dos brasileiros são com habitação, alimentação e transporte. como o salário nem sempre é suficiente para supri-los, o cidadão acaba apelando para empréstimos e linhas de crédito como cheque especial ou cartão de crédito, que cobram juros altos.
Segundo a Pro Teste o primeiro passo para organizar os gastos é registrar com o maior detalhamento possível todas as fontes de renda e as despesas. Muitas vezes, não consideramos custos pequenos, como um presente e um lanche por exemplo - mas eles podem representar uma quantia considerável no final do mês.
Após listar todos os gastos, classifique quais são fixos, semifixos e variáveis. Condomínio, plano de saúde, previdência privada e escola dos filhos são alguns exemplos de despesas fixas. Já os gastos semifixos são de supermercado, contas de água, luz e telefone, entre outros. Nas despesas variáveis inclua gastos com roupas, calçados, lazer, tarifas bancárias e outras.
No final do mês, veja os valores efetivamente ganhos e despendidos. Compare o resultado efetivo com o previsto para ver onde você está precisando tomar mais cuidado. O ideal é que haja sempre uma sobra de 10% da receita líquida para imprevistos e emergências.


