Planejar o orçamento é saída para cortar gastos
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terça-feira, 25 de julho de 2006
Fernanda Mazzini<br> Reportagem Local 
A queda do poder aquisitivo e a crise que atingem grande parte das famílias brasileiras têm levado muitas pessoas a fazer uma reestruturação nas suas finanças. Nesses casos, o planejamento é peça fundamental para conseguir otimizar os gastos e cortar as ''gorduras'' do orçamento. Para o economista Flávio Oliveira dos Santos, quando os rendimentos mensais não suportam todas as despesas o ideal é começar a cortar serviços e produtos que outras pessoas conseguem viver sem, ou seja, os supérfluos.
A reestrutução pode começar, por exemplo, pelo corte da TV a cabo e da internet. Se a família for sócia de mais de um clube de lazer, a princípio, pode haver o corte de pelo menos um título. Os telefones, fixo e celular, também podem passar a ter a conta pré-paga. ''No pós-pago o consumidor paga uma tarifa mensal (a assinatura básica) mais o consumo. Na pré-paga é cobrado somente o consumo e, desta forma, a pessoa pode ter um controle maior'', argumenta Santos.
Se a família tem mais de uma conta bancária, o ideal é manter apenas uma. Esse procedimento evitaria o pagamento de tarifas e taxas de manutenção. Se a conta estiver devedora a melhor alternativa é fazer um empréstimo consignado com desconto em folha de pagamento. ''Os juros deste tipo de serviço são menores do que os juros do cheque especial ou do cartão de crédito'', avisa o economista. Outra opção para cortar gastos é deixar de fazer compras a prazo e de utilizar o cartão de crédito.
''As prestações adiantam o consumo mas são ruins para as contas da casa. Se a pessoa perder o emprego terá problemas para quitar todas as parcelas'', explica ele. Nesse caso, as compras à vista sempre devem ter preferência. O consumidor pode conseguir um bom desconto, o que aumentaria o seu poder de compra. Se a família já estiver seguindo todas essas dicas e, mesmo assim, o orçamento continua comprometido o pagamento dos planos de saúde e das escolas particulares também pode ser avaliado.
Na avaliação do economista o ensino deve ser cortado primeiramente. ''Na atual situação do País é melhor cortar a escola do que a saúde. Os pais podem encontrar um estabelecimento onde a criança tenha boa adaptação e devem acompanhar o aprendizado dos filhos, inclusive, com a elaboração de exercícios complementares'', avalia. O carro da família também pode ser trocado por um outro mais econômico. ''Isso traz uma economia grande no final do mês'', comenta.
Já as contas de água e energia elétrica sempre devem ser pagas porque se isso não ocorrer o consumidor corre o risco de ficar sem o serviço. O procedimento que pode ser adotado, nesse caso, é a economia. A água pode ser economizada, por exemplo, sem as lavagens das calçadas e dos carros; já o consumo de energia pode ser reduzido com a troca de lâmpadas. As fluorescentes têm gasto menor. ''Para sair das dívidas não há uma saída milagrosa, a pessoa tem que estar disposta a cortar na carne todos os privilégios'', salienta Santos.


