Antes de começar a reformar ou comprar um imóvel, é necessário atentar para alguns fatores que podem pesar no bolso. No caso da aquisição, o professor de economia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Marcelo Curado, ensina que o primeiro passo consiste em fazer uma análise criteriosa do imóvel e da condição de financiamento para ver se, efetivamente, cabem no orçamento. ''Em geral, a regra é que estes custos não ultrapassem 30% da renda mensal'', alerta.
Ele esclarece, ainda, que a família deve ficar ciente de que está assumindo um compromisso a longo prazo e que não poderá gastar o valor com outros bens. A exemplo da compra de imóvel, Curado orienta a ''tomar cuidado'' com as taxas de financiamentos também para reformas. ''É necessário observar bem as taxas e os custos embutidos nas parcelas. Mas pior é o tempo de contratação, pois aumenta o custo de juros'', relata.
Para evitar gastos excessivos, tanto para aquisição quanto para reforma, o professor orienta a poupar o maior valor possível para dar de entrada. Para quem vai reformar e não tem condições de reservar um percentual, a dica é fazer um planejamento de tudo o que deseja e realizar as melhorias paulatinamente, ''sempre de olho no orçamento''.
Contar com o auxílio de um profissional especializado para acompanhar o projeto e não fugir da quantidade necessária de material é a indicação da arquiteta Nathália Montans. ''O cliente economiza porque podemos indicar os estabelecimentos que têm materiais em promoção e de boa qualidade. Com a assistência de um arquiteto, a obra pode ter um padrão alto, com o menor custo'', afirma.
Para quem vai entrar no imóvel, mas não tem condição financeira de reformá-lo por inteiro, a arquiteta orienta a começar pelo banheiro, cozinha e gesso, antes de ocupá-lo, devido ao transtorno que essas obras trazem. ''Esses dois ambientes ficam mais caros em comparação aos demais por causa dos preços dos acessórios, instalação hidráulica e revestimento de parede'', esclarece. (A.V.)

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