Planejamento para enfrentar os gastos no começo do ano
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quinta-feira, 06 de dezembro de 2007
Caroline Vicentini<br>Reportagem Local 
Pelo menos 3.845.950 pessoas devem receber o 13º salário no Paraná. Boa parte delas já recebeu parcialmente o salário extra. Para os que tiram férias nesta época do ano, há ainda o abono para reforçar o orçamento. Muitos já estão gastando por conta e outros planejam que destino dar ao dinheiro extra - pagar contas já assumidas, comprar presentes, comida para as ceias de Natal e Réveillon, viajar... E ainda há que se planejar para as despesas fixas de início de ano - IPTU, IPVA, seguros, matrícula, material e uniforme escolar.
Sobre as pesquisas apontarem que o brasileiro está mais disposto a gastar com presentes neste final de ano - levantamento da Associação dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) revela que 58% dos entrevistados destinarão o 13º para pagamento de dívidas. Diante de todo o apelo consumista, como administrar esse fluxo de caixa com recursos entrando e saindo num piscar de olhos da conta?
Segundo o consultor corporativo e de finanças pessoais da Pontifícia Universidade Católica (PUC-Londrina), Charles Vezozzo, planejamento e estabelecimento de prioridades são as palavras-chave para fazer um bom uso do 13º salário. A dica do especialista é fazer uma planilha com todas as despesas e receitas para os meses de dezembro, janeiro e fevereiro. ''Visualizando no papel os seus gastos e o que ganha, a pessoa conseguirá se planejar financeiramente e até quitar suas dívidas'', assegura.
Aos endividados, a orientação de Vezozzo é traçar um diagnóstico da dívida e utilizar o salário extra para renegociar o débito a juros menores. O consultor recomenda que se reserve de 10% a 20% do 13º para as despesas de início de ano. Em relação aos impostos, a dica é, se possível, pagá-los à vista para economizar com os juros.
Como o brasileiro tem o hábito de se endividar e não de poupar, antes de sair gastando o que não tem o consumidor deve, segundo Vezozzo, responder a três perguntas básicas: preciso deste produto? Como vou pagá-lo? Por que estou comprando agora? ''Vale a pena adiar as compras para janeiro, quando ocorrem as tradicionais liquidações dos estoques'', recomenda.
Segundo estimativas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), esse dinheiro extra para os trabalhadores deve injetar cerca de R$ 64 bilhões na economia do país. O valor médio nacional a ser pago é de R$ 919 e aproximadamente 63,8 milhões de brasileiros devem ser beneficiados.


