Além das festas, o Ano Novo pode não trazer uma boa notícia para boa parte dos brasileiros. Para muitos, janeiro e fevereiro também são sinônimos de contas, muitas contas. São nestes meses que, geralmente, vence alguns impostos - como IPVA e IPTU - isso tudo somado às despesas de viagem nas férias, matrículas escolares, compra de material e uniformes, aos seguros e outras despesas.
Além disso, as pessoas que moram em condomínios ainda têm mais um gasto: as mensalidades dobram no período, quando não são rateados ao longo do ano, devido aos custos das férias e do 13º de funcionários. Há, ainda, os gastos com as ''caixinhas'' que, somados, não são irrelevantes (entregadores de jornais e revistas, funcionários do condomínio, prestadores de serviços públicos).
Por isso, a dica de economistas e da Associação Pro Teste (de defesa do consumidor) é planejar o orçamento. Esse procedimento simples ajuda os assalariados a arcar com todas as ''despesas extras'' e a não levar dívidas do ano que passou para o ano novo.
Para o economista Flávio de Oliveira Santos, as pessoas devem optar por sacrificar o presente ou o futuro com o excesso de gastos. ''O ideal é que exista um meio termo para que a pessoa possa aproveitar o presente e poupar um pouco para o futuro'', comenta.
Segundo ele, como a renda média dos londrinenses é baixa, só o planejamento pode evitar o endividamento. ''Quanto menor o salário, mais necessário o planejamento'', avalia. Como o ideal, sempre, é escapar dos juros, para quem não sabe controlar o orçamento, cartões de crédito e cheques devem ser cortados. Essas dívidas devem ser quitadas com prioridade. É importante também fugir de financiamentos com juros altos.
''Sem o cartão, a pessoa só vai gastar o que recebe. Os juros dos financiamentos são mais baratos do que os do cheque especial e do cartão de crédito, mas o assalariado deve fugir disso'', diz Santos. Na sua opinião, os financiamentos podem trazer algum efeito benéfico em um primeiro instante, mas depois de gasto o dinheiro, o peso das parcelas acaba ficando insuportável.
Descontos - Na hora de quitar dívidas, é preferível pagar impostos à vista, devido aos descontos. Inclusive, é mais vantajoso sacar o dinheiro da poupança ou de fundos de renda fixa, se os abatimentos forem maiores que 7% porque os juros são imbutidos no pagamento parcelado, explica Santos. No entanto, ele ressalta que não se deve fazer dívidas para quitar esses impostos à vista.
Comprar o material escolar com antecedência permite comparar preços com calma e obter descontos. No entanto, na volta às aulas sempre são realizadas feiras de material ou promoções que podem ser vantajosas. Roupas, calçados, bolsas, malas costumam ser oferecidos com preços promocionais após o frenesi do final de ano, nas liquidações de shoppings centers e de lojas de rua. As passagens aéreas são mais baratas pela Internet, e podem ser parceladas no cartão de crédito, sem juros.
Empregados com registro em carteira ou funcionários públicos recebem um salário antecipado, com 33% de acréscimo, ao entrar em férias. O ideal é aplicar este salário de férias, pois será necessário na volta ao trabalho.

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