Planejamento modal aéreo é discutido em Curitiba
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quarta-feira, 22 de agosto de 2001
Rosana Félix<BR>De Curitiba 
A movimentação de cargas no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, pode passar das 28,6 mil toneladas previstas para 2001 para 100 mil toneladas em alguns anos, segundo o superintendente regional da Infraero, João Roberto de Paula. Segundo ele, basta que haja mais investimentos na infra-estrutura, porque há demanda de mercado para esse aumento. Esse será um dos temas debatidos hoje no Fórum Infraero de Logística para o Desenvolvimento, que acontece em Curitiba.
''Nosso objetivo é discutir e desenvolver políticas públicas e de desenvolvimento na área de planejamento do modal aéreo'', disse Roberto de Paula. O encontro ocorre no Centro Integrado dos Empresários e Trabalhadores das Indústrias do Paraná (Cietep), e contará com a participação de profissionais do transporte aéreo de passageiros e de carga dos três estados da Região Sul.
O Aeroporto Afonso Pena registrou aumento de 11% na movimentação de cargas no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, passando de 9,8 mil toneladas para 10,9 mil toneladas. O principal motivo do crescimento, segundo Roberto de Paula, foi a instalação de indústrias no Paraná. ''O complexo aeroportuário é indispensável para o incremento da exportação, por isso temos que discutir e ouvir nossos clientes e parceiros para aumentar ainda mais a capacidade'', afirmou.
Os investimentos no aeroporto neste ano devem passar de R$ 8 milhões. O Terminal de Cargas do terminal vai ser ampliado de 33 mil metros quadrados para 37 mil até o final deste ano. Também estão previstas obras para abrigar mais aviões cargueiros. ''Basta que ocorram investimentos para infra-estrutura adequada, criando confiabilidade nos exportadores, para que a movimentação de cargas chegue a 100 mil, porque há demanda para isso'', disse.
De acordo com Roberto de Paula, a Infraero está investindo para eliminar as restrições operacionais no Afonso Pena. Segundo ele, entre as obras previstas estão a construção de uma terceira pista, com 3,4 mil metros de comprimento e equipado com sistema ILS-2, que permite visibilidade de 400 metros e teto de 30 metros. Ele disse também que em breve esse equipamento será instalado na pista atual, diminuindo o tempo de fechamento do aeroporto por causa da neblina.


