Planejamento financeiro vale a pena, diz economista
Planejar e organizar o orçamento pessoal ou da família são regras básicas para garantir uma vida financeira tranquila, longe do endividamento. É o que os economistas orientam, mas que se mostra como uma grande dificuldade para os consumidores.
Professor do curso de Economia da Universidade Federal do Paraná, Marcelo Curado admite a dificuldade. "Há uma indústria dos desejos e as necessidades que a sociedade impõe são muito grandes", analisa.
"Mas vale a pena um esforço", ressalta o economista, que aponta como primeiro passo, uma análise sobre o orçamento e um detalhamento em planilha sobre a receita.
Avaliar os planos de médio a longo prazo é fundamental, assim como analisar a real necessidade dos bens que se pretende comprar e dos gastos mensais. "É preciso perguntar: Por que? Faz sentido comprar isso? Eu realmente preciso? A satisfação ao comprar um bem pode ser muito momentânea e passar em alguns dias", afirma.
Planejar, segundo ele, não significa deixar de lado o lazer nem o entretenimento, desde que o gasto não comprometa uma parcela importante do orçamento. "Pode ser que sair para jantar três vezes por semana não seja o ideal. Por isso é importante colocar na planilha o quanto está gastando com lazer", orienta.
Curado também alerta para um cuidado importante ao fazer compras a prazo. Mais importante do que se preocupar com os valores das parcelas ou das taxas de juros, ele destaca como fundamental analisar o valor total da compra parcelada.
Garantir uma reserva de dinheiro também deve ser uma prioridade na opinião do economista, que estima como ideal para uma família ter como reserva mínima, para imprevistos, seis meses de salário. Ele também destaca que a quantidade ideal para se poupar mensalmente pode variar de acordo com a necessidade de cada um. "Uma família que já adquiriu uma casa, por exemplo, não precisa ter um esforço de poupança tão grande."
E para quem realmente não consegue organizar as finanças por conta própria, o professor da UFPR sugere um reforço. "Uma coisa que poderia ser mais utilizada no Brasil é a consultoria financeira. Há diversas empresas que podem ajudar no orçamento familiar." (J.F.)





