Imagem ilustrativa da imagem Planejamento faz terceiro setor crescer
Ação que se encerrou ontem em Curitiba faz parte do programa global Sabático Social da SAP



Mais de dez funcionários da multinacional alemã de software empresarial SAP vieram a Curitiba para transmitir a instituições sem fins lucrativos conhecimento sobre práticas consolidadas da companhia. Foram escolhidas quatro organizações da capital paranaense, que receberam a mentoria de colaboradores vindos da França, Cingapura, Estados Unidos, Alemanha e Filipinas, que atuam em áreas como vendas, finanças, marketing e pré-vendas. Durante 30 dias, os voluntários atuaram dentro das instituições em projetos para ajudá-las a melhorar seus processos e suas visões de negócio e aumentar o impacto econômico, social e ambiental que exercem sobre suas comunidades.
A ação, que se encerrou ontem em Curitiba, faz parte do programa global Sabático Social da SAP. Só esse ano, o programa visitou dez cidades de todo o mundo. Esta é a quarta vez que o Brasil é beneficiado pelo programa. Nas outras oportunidades, os voluntários visitaram Porto Alegre (duas vezes) e Recife.
"Cada vez mais o terceiro setor está se profissionalizando, e para ter crescimento sustentável, tem que ter planejamento, missão, visão, valores. A SAP pode dar à organização uma visão de negócio. Tem muitos gestores que não tiveram experiência no setor privado, E se a instituição não crescer, ela não pode ajudar mais pessoas", explica Luciana Coen, diretora de Comunicação Integrada e Responsabilidade Social Corporativa da SAP.
Em Curitiba, os voluntários da SAP atuaram em quatro instituições sem fins lucrativos: Elo Apoio Ambiental e Social, Universidade Livre para Eficiência Humana (Unilehu), Aliança Empreendedora e ASID Brasil. Segundo Luciana, as entidades do terceiro setor enfrentam dificuldades principalmente no que se refere à visão de processo para ganho de escala na gestão e ao planejamento de médio e longo prazo.

Sustentabilidade financeira
Coordenadora do Elo Apoio Ambiental e Social, que tem como uma das principais atividades a inserção de jovens aprendizes no mercado de trabalho, Cláudia Rodrigues Silva ressalta que organizações do primeiro, segundo ou terceiro setor seguem o mesmo modelo de administração. "Têm planejamento estratégico, metas a cumprir."
O prejuízo com a crise também atinge tanto empresas privadas quanto sem fins lucrativos. "O País está em um momento difícil na economia e as ONGs também passam por esse momento", diz Cláudia. As organizações, porém, sofrem ainda mais impacto por não terem fins lucrativos, fazendo com que a estruturação financeira nestes casos ganhe ainda mais importância. "O terceiro setor acaba tendo muito mais prejuízo financeiro porque não tem fins econômicos e tem custos e encargos assim como uma empresa."
Para a Elo, que estava em busca de implantar um projeto de sustentabilidade financeira, o contato com a global alemã trouxe novas maneiras de organizar suas áreas financeira e estratégica. "Como não recebemos recursos do governo, precisamos ter diferentes produtos. Vamos colocar em prática as orientações sugeridas e otimizar o processo de trabalho. Tínhamos diversas planilhas de Excel e SAP nos ajudou a concentrar tudo em um sistema único. A empresa também nos ajudou a fazer uma análise minuciosa de cada passo para desenvolver uma plataforma on-line com banco de talentos de jovens aprendizes."

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