Planejamento estratégico: onde a cidade quer chegar
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2019
Aline Machado Parodi<br>Reportagem Local 
O Fórum Desenvolve Londrina defende a necessidade de se planejar o desenvolvimento da cidade. "Se tivéssemos um planejamento estratégico já consolidado teríamos hoje uma realidade diferente. O planejamento permite direcionar para onde queremos ir, quais os investimentos, parcerias, ações que a cidade precisa realizar. O potencial de Londrina é enorme, mas carecemos de direcionamento, o que enfraquece o nosso crescimento e desenvolvimento", afirmou Cláudia Romariz, presidente do Fórum.
O movimento originou-se do Fórum Permanente de Planejamento Estratégico para o Desenvolvimento Sustentável de Londrina, instituído pelo Decreto Municipal Nº.556 de 11 de novembro de 2005. Ele é composto por entidades e pessoas de diversos segmentos, e que tem por objetivo aglutinar a sociedade organizada e mobilizar a comunidade para o desenvolvimento sustentável de Londrina e região, por meio de atividade permanente de prospecção de futuro e planejamento estratégico, independente de política partidária.
O economista Ronaldo Antunes da Silva, presidente do Sindicato dos Economistas de Londrina, também defende a necessidade do planejamento futuro da cidade. Apesar de concordar que o Ranking das Melhores Cidades para Fazer Negócios trabalha com dados antigos, dando muita atenção ao desenvolvimento, ele considera importante que os setores de planejamento da gestão municipal se apropriem dessas informações e estudem os diferencias de outras cidades.
"Toledo, por exemplo, é menor do que Londrina e seu desempenho salta aos olhos. Está faltando fazer uma leitura para ver onde erramos. Londrina tem umas situações complicadas de anos, como o PIB (Produto Interno Bruto) per capta, que atrapalham", afirmou.
O PIB per capta de Londrina, divulgado no fim do ano, é de R$ 33.374,00 da vizinha Maringá é de R$ 39.996,43, e de Toledo R$ 40.433,00.
"Não se vê tanta diferença entre Maringá e Londrina para dar tanta disparidade [Maringá está na nona posição e Londrina em 34ª no Ranking das Melhores Cidades para Fazer Negócios]. Em infraestrutura, as duas estão longe do porto. O aeroporto de Maringá não é tão melhor do que o de Londrina. E em formação de capital humano, a UEL (Universidade Estadual de Londrina) está sempre bem. É preciso se apropriar dos estudos e fazer uma análise de onde estamos errando", reforçou.
Segundo o economista, além da perda de emprego, Londrina também enfrenta a renda média baixa da população. O tipo de emprego gerado na cidade é de baixa renumeração. "Londrina está empobrecendo e precisa reverter este ciclo. Temos cidades próximas, em tese com problemas estruturais semelhantes, que não entraram neste ciclo", avaliou Silva.
O presidente do Codel (Instituto de Desenvolvimento de Londrina), Bruno Ubiratan, informou que o órgão vai trabalhar este ano no masterplan de Londrina. "Ainda não tem dada prevista, mas é uma demanda da sociedade civil organizada no sentido de evoluir na questão do masterizar e pensarmos Londrina para daqui 20 a 30 anos. Vamos trabalhar de maneira prioritária."
O prefeito Marcelo Belinati disse que "concorda discordando" da afirmação do economista. "Ele (economista) tem razão porque os dados não estão se referindo a este momento. Mas não é a realidade de agora. Com a TCS (Tata Consultancy Services, multinacional indiana que atua em serviços de TI consultoria e soluções de negócios) vindo para cá os salários iniciais são de R$ 5 mil, mais plano de saúde. As empresas de tecnologia geram salários acima do mercado."
Ele enfatizou ainda, que essas empresas também geram empregos em áreas administrativas, de limpeza, segurança, que movimentam a economia. "Precisamos de empresas que gerem todo o tipo de emprego. Às vezes, o cidadão não tem formação para uma empresa como a Tata, por isso precisamos diversificar para que todo o segmento da sociedade seja atendido", afirmou Belinati. (A.M.P.)


