Brasília – O Ministério do Planejamento informou ontem que errou no cálculo do impacto do reajuste dos servidores públicos já aprovado pela Câmara. O custo para o governo federal será de R$ 67,7 bilhões entre 2016 e 2018, e não de R$ 52,9 bilhões, como divulgado anteriormente. O cálculo foi refeito após questionamento do jornal "Valor Econômico".
Segundo o Planejamento, "houve erro técnico" no cálculo para os anos de 2017 e 2018: deixaram de computar parte do efeito dos reajustes de anos anteriores.
Para 2017, a despesa extra foi revista de R$ 19,4 bilhões para R$ 25,2 bilhões. Para 2018, de R$ 26,5 bilhões para R$ 35,6 bilhões. Não mudou a estimativa para 2016, de R$ 7 bilhões para o reajuste a partir de agosto.
O ministro interino do Planejamento, Dyogo Oliveira, defendeu os reajustes reafirmando que estão abaixo da inflação e, por isso, atendem à proposta do governo de limitar as despesas totais à inflação do ano anterior.
Temer deve ir ao Senado nesta quarta para entregar pessoalmente a proposta de teto para as despesas.
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), criticou, no entanto, a medida. Para o peemedebista, ela deveria "ser guardada para depois da transitoriedade do governo". Ou seja, deveria ser apresentada depois que o Senado decidir sobre o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, o que está previsto para o fim de agosto.

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