Planejamento é fundamental para realização do sonho
O contador Anderson Cavalcante dos Santos, 24 anos, resolveu trocar de carro nos últimos dias de 2007. ''O 13º salário me inspirou'', brinca ele, depois de adquirir um ''novo Fusca'' na última sexta-feira do ano. ''Eu nem estava pensando em comprar um modelo assim, mas o vendedor tinha bons argumentos. É um carro com um design diferente, muito bonito'', comentou ele.
Anderson explica que, na verdade, foi preciso economizar parte do salário ao longo do ano e também vender um outro veículo que já tinha na garagem. O planejamento, segundo ele, compensou: ''com uma entrada 'gorda' só vou pagar uma parcela mensal de R$ 500,00 em 12 vezes'', conta ele, agora de posse do seu segundo carro zero quilômetro. ''É para começar bem o ano'', comemora ele.
O publicitário Fábio Matesick trabalhou 17 anos para, enfim, conquistar um sonho: comprar o carro zero planejado desde quando abriu uma agência de publicidade. ''O ano foi muito bom profissionalmente para mim. Consegui tudo o que esperava e merecia um presentinho. É a recompensa pelo meu trabalho'', disse ele. Feliz e com as chaves do carro novo nas mãos, Matesick contou que o mais difícil foi escolher um modelo que agradasse mais. Depois de procurar, optou por um Iddea. ''A escolha foi pela comodidade. Demorou 17 anos para eu poder comprar o carro dos meus sonhos e eu merecia ver todos os detalhes'', pontuou.
O publicitário atribui o crescimento profissional dele à melhoria econômica do Brasil. ''Minha agência é nova e ganha maturidade a cada ano. Mas acho que o crescimento é reflexo imediato da economia. Foi um ano muito bom para o Brasil. Para o ano que vem, a expectativa continua boa. Já tenho vários contratos fechados. O mercado é bom. O Brasil é uma grande empresa. Se a agricultura vai bem, todo o resto vai bem também'', analisou. A FOLHA entrevistou Matesick no dia em que ele estava retirando o carro novo da concessionária.
Pesquisa da Fenabrave demonstra que o volume de vendas de automóveis e comerciais leves contabilizou 1,8 milhão de unidades de janeiro a outubro de 2007, contra 1,4 milhão no mesmo período de 2006 - registrando elevação de 28,86%. As vendas de caminhões no varejo aumentaram 29,48%, passando de 61,8 mil unidades para 79,9 mil unidades. O desempenho do segmento de ônibus apresentou alta de 14,77%. Foram vendidas 17,9 mil unidades de janeiro a outubro deste ano, contra 15,6 mil unidades nos mesmos meses de 2006. Mas o maior crescimento foi no segmento motos, que cresceu 32,95% - passando de 1 milhão de unidades para 1,3 milhão. Outros veículos emplacados, como ''carretinhas'' para transporte de motos e jetsky registraram alta de 26,83%. (L.P. e Catarina Scortecci)





