Os tra­ba­lha­do­res bra­si­lei­ros ­irão uti­li­zar o di­nhei­ro do 13º sa­lá­rio pa­ra o pa­ga­men­to de dí­vi­das. Se­gun­do uma pes­qui­sa da As­so­cia­ção Na­cio­nal dos Exe­cu­ti­vos de Fi­nan­ças Ad­mi­nis­tra­ção e Con­ta­bi­li­da­de (Ane­fac), 64% dos con­su­mi­do­res pre­ten­dem pa­gar dí­vi­das com o 13º sa­lá­rio – um re­sul­ta­do qua­tro pon­tos por­cen­tuais aci­ma do re­gis­tra­do no ano pas­sa­do (60%). Ape­nas 1% dos pes­qui­sa­dos pla­ne­jam pou­par par­te dos re­cur­sos. Em 2008, es­se nú­me­ro era de 2%. A pes­qui­sa foi rea­li­za­da com 624 con­su­mi­do­res de to­das as clas­ses so­ciais, na ci­da­de de São Pau­lo, no mês de ou­tu­bro. O ob­je­ti­vo foi iden­ti­fi­car co­mo se­rá usa­do o 13º, que te­ve a pri­mei­ra par­ce­la pa­ga on­tem, sen­do que o res­tan­te se­rá pa­go em 20 de de­zem­bro.
  Em Lon­dri­na os as­sa­la­ria­dos tam­bém cos­tu­mam uti­li­zar o sa­lá­rio ex­tra pa­ra sal­dar dí­vi­das. O as­ses­sor de im­pren­sa da As­so­cia­ção Co­mer­cial de Lon­dri­na, Ro­ber­to Fran­cis­co, ex­pli­ca que não há pes­qui­sa, mas a par­tir de da­dos do Ser­vi­ço Cen­tral de Pro­te­ção ao Cré­di­to (­SCPC) é pos­sí­vel ve­ri­fi­car que cer­ca de 35% das pes­soas ­usam o 13º pa­ra re­ti­rar o no­me do ca­das­tro. ‘‘Em de­zem­bro tra­di­cio­nal­men­te se ve­ri­fi­ca que há uma au­men­to sig­ni­fi­ca­ti­vo no nú­me­ro de pes­soas que con­se­guem re­ti­rar o no­me do ca­das­tro.’’ A com­pra de pre­sen­tes, a re­for­ma nos imó­veis e a pou­pan­ça são ou­tras des­ti­na­ções co­muns pa­ra o di­nhei­ro.
  O di­re­tor do cur­so de Ad­mi­nis­tra­ção da Pon­ti­fí­cia Uni­ver­si­da­de Ca­tó­li­ca (­PUCPR), Cam­pus Lon­dri­na, Char­les Ve­zoz­zo, diz que no Bra­sil há uma for­te in­cli­na­ção pa­ra o con­su­mo e uma bai­xa pro­pen­são pa­ra a pou­pan­ça. Se­gun­do ele, qual­quer pes­soa, in­de­pen­den­te da ren­da, po­de pla­ne­jar me­lhor ­suas fi­nan­ças. ‘‘É pre­ci­so fa­zer es­te pla­ne­ja­men­to du­ran­te to­do o ano pa­ra não ter que des­ti­nar o 13º ao pa­ga­men­to de dí­vi­das.’’ Da­dos de uma re­cen­te pes­qui­sa do IB­GE mos­tram que ape­nas um em ca­da cin­co bra­si­lei­ros con­se­gue che­gar ao fi­nal do mês com sa­lá­rio. Um exem­plo a ser se­gui­do é do ca­sal Hen­ri­que Ce­ci­lia­to de Car­va­lho e Poll­yan­na Ro­dri­gues Bo­berg que es­tão jun­tos há se­te ­anos e fa­zen­do or­ça­men­to con­se­guem con­tro­lar ­seus gas­tos, fa­zer in­ves­ti­men­tos e pla­ne­jar o fu­tu­ro.



● A orientação é que se guarde 10% do salário, mas quando isso não for possível destine ao menos 1% ou 2%


● Segundo Vezozzo, o primeiro passo para organizar as finanças é fazer um diagnóstico, colocar no papel todos os gastos e os ganhos (salários da família) e avaliar se o padrão de consumo está adequado à renda


O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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