Apesar do dinheirinho extra que chega no final do ano com o 13º salário, boa parte dos brasileiros está sempre sem grana no primeiro mês do ano novo e com muitas dívidas: as adquiridas com as compras de Natal, os impostos que chegam sempre em janeiro, matrícula de escola ou universidade e compra de material escolar.
Para que o consumidor não se complique com todas as contas, o melhor é planejar os gastos no início de dezembro e poupar uma parte do 13º salário, segundo orientação do economista Francisco Simões. O primeiro passo segundo o especialista consiste em fazer um levantamento de tudo que se vai ganhar e gastar nos meses de dezembro e janeiro. ''É uma atitude rápida e que vai evitar aborrecimentos futuros'', afirma Simões.
Com o balanço das despesas em mãos, o consumidor terá condições de saber o quanto poderá gastar com as compras do Natal e o quanto vai precisar economizar para pagar os débitos de janeiro. ''Assim, ele não vai gastar mais do que pode em dezembro'', comenta Simões.
Para economizar com as contas de janeiro, o economista também orienta o consumidor a pagar as dívidas à vista. ''Com dinheiro em mãos a gente consegue descontos, negocia o preço e evita juros'', considera Simões. Segundo ele, essa técnica vale para o pagamento de qualquer despesa: de material escolar a impostos.
No caso do devedor não ter o dinheiro para liquidar tudo, o economista sugere o parcelamento normal das contas, como os previstos nos carnês de impostos, e recomenda evitar ao máximo realizar empréstimos bancários para pagar toda a conta. ''Os juros bancários não compensam'', diz.
O especialista também aponta que se for preciso economizar para quitar as dívidas em janeiro, o importante é priorizar o indispensável: plano de saúde, conta de luz e água, condomínio, despesas escolares e as dívidas com juros mais altos. Nessa situação também é interessante deixar as crianças em casa na hora de fazer as compras de supermercado, além de cortar os supérfluos.
Fora isso, Simões orienta os consumidores a fazer uma poupança mensal para chegar no final do ano com mais tranquilidade. Ele também aconselha que para economizar é preciso pesquisar preços e pechinchar. ''Temos muitas opções além da tradicional pesquisa pessoal, de loja em loja, de feira em feira. Hoje temos a televisão, os jornais e seus encartes publicitários, a internet e o telefone. E tem mais: pechinchar não deprecia ninguém, nem é hábito de pobre. Quem pesquisa é o que mais tem dinheiro'', comenta. E ainda acrescenta: ''quem abusar e ficar cercado de dívidas, só resta o incômodo de administrá-la''.

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