São Paulo - Pressionado pelas centrais sindicais, o Planalto admite um recuo parcial e aceita mudar a medida provisória nº 242, que altera as regras para a concessão do auxílio-doença, do auxílio-acidente, da aposentadoria por invalidez e do salário-maternidade.
O ministro da Previdência, Romero Jucá, disse ontem que o cálculo do benefício não será mais alterado, como previa a MP. Ele, no entanto, não aceita mexer nas mudanças feitas no período de carência e no teto do benefício. ''A posição do ministério é modificar a base de cálculo do auxílio-doença. A idéia é trabalhar na Câmara (dos Deputados) para voltar ao sistema anterior'', disse ele ontem em São Paulo após se reunir com representantes da CUT e da Força Sindical.
O cálculo do auxílio-doença considera as 80% maiores contribuições desde julho de 1994. Pela MP, o cálculo seria feito com base na média aritmética simples dos últimos 36 meses de contribuição, o que reduziria o valor do benefício em 30%, em média. Segundo Jucá, todas as mudanças da MP serão feitas no Congresso.
As centrais querem manter a carência e o teto atuais. Hoje, a carência para receber o auxílio-doença também é de 12 meses, mas há a possibilidade de reduzir esse tempo para um terço (quatro meses). A MP fixa 12 meses.

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