A Pro Teste Associação Brasileira de Defesa do Consumidor testou 14 marcas de pizzas congeladas de calabresa e apenas quatro obtiveram avaliações finais iguais ou superior a aceitável. Apesar dos maus resultados, se o consumo não for rotineiro, não há problema, desde que haja cautela em relação à quantidade de sal.
Além de os produtos serem excessivamente salgados, eles tinham pouco recheio e os rótulos eram de difícil leitura. Também houve problemas com a temperatura em que eram mantidos nos pontos de venda e o desequilíbrio nutricional.
As análises apontaram que, de forma geral, o recheio não chega a ser 30% da pizza, muito longe do ideal, que seria por volta de 50%. Na análise da rotulagem o principal problema foi a dificuldade de leitura do lote, das datas de validade e de fabricação.
Na avaliação sobre o teor de sal o problema é que os ingredientes já contêm sal e os fabricantes adicionam mais, de forma desproporcional. Como referência, uma fatia de pizza tem, em média, 1,35g de sal - quase um quarto da quantidade diária recomendada. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o ideal é 6g por dia. Na avaliação, qualquer marca que passou de 1,5 g já era considerada ruim. Em caso de se comer as quatro fatias que completariam a necessidade calórica de uma refeição, estaria se consumindo quase todo o sal de que se precisaria em um dia.
Na análise de higiene e conservação constatou-se que uma das marcas apresentava uma alta quantidade de coliformes, o que indica falha na manipulação ou conservação.
Na pesquisa de preços verificou-se que os valores oscilaram bastante, inclusive para uma mesma marca. Os preços foram coletados nas cidades de Belo Horizonte, Florianópolis, Guarulhos, Niterói, Recife, Rio de Janeiro, Porto alegre, Salvador e São Paulo. Os resultados completos da pesquisa podem ser conferidos no endereço www.proteste.org.br

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