A prefeitura do município de Pitanga e a Secretaria da Indústria e Comércio começaram uma campanha para tentar atrair empresas para a região central do Estado. A intenção é aproveitar o potencial energético que há no local. A Petrobrás encontrou gás natural em Pitanga, mas não começou a comercializá-lo, porque não há indústrias próximas ao município que possam aproveitar o produto. Canalizar o gás para a região norte, onde há mercado, sai muito caro para a Petrobrás.
A região de Pitanga é considerada uma das mais pobres do Estado. A extração do gás natural pode representar uma virada na economia dos municípios vizinhos. Um levantamento feito pelo Departamento de Exploração e Produção da Petrobrás, mostrou que a reserva tem capacidade de 1 bilhão de metros cúbicos de gás. O volume daria para garantir uma produção para 30 anos.
Para canalizar o gás para os municípios de Londrina e Maringá, a Petrobrás teria que investir cerca de R$ 15 milhões para construir 150 quilômetros de tubulação. O custo da obra não compensaria para a empresa. A Petrobrás já investiu R$ 10 milhões no poço de Pitanga. Outros R$ 2 milhões precisam ser colocados no projeto para que comece a extração.
O secretário da Indústria e Comércio, Nelson Justus, concorda que há a necessidade de promover o desenvolvimento industrial da região de Pitanga. ‘‘Pela quantidade de gás encontrada neste poço é necessário que as empresas se instalem na região’’, afirmou. A companhia Minérios do Paraná (Mineropar) está estudando a potencialidade da região para a produção de cerâmica branca, pisos, louças e revestimentos. A pesquisa avalia ainda se seria possível desenvolver um pólo da indústria metalúrgica, que depende da utilização do gás natural.

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