Curitiba - A terceira pista do Aeroporto Afonso Pena, localizado em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, ainda não tem data para sair do papel. A construção já consta do plano diretor da Infraero e foi considerada como ‘‘importante e necessária’’ pelo superintendente de planejamento e gestão do órgão, Eduardo Ballarin, que esteve ontem em Curitiba para discutir o assunto com empresários na Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). ‘‘Os nossos estudos apontam que a terceira pista pode aguardar um pouco’’, disse.
  Ballarin acredita que ainda não haveria demanda para a realização deste empreendimento. A Fiep calcula que a pista precisaria de um investimento de R$ 200 milhões. No entanto, a Infraero ainda não tem uma estimativa dos recursos que seriam necessários. ‘‘Todo investimento em infra-estrutura pressupõe estudos de viabilidade técnica e econômica’’, afirmou.
  O superintendente da Infraero esteve na Capital ontem para dialogar com os empresários que reivindicam a terceira pista. ‘‘Estabelecemos um diálogo para que os empresários colaborem com dados técnicos para que possamos fazer os estudos’’, disse. Os recursos para a pista poderiam vir da própria Infraero, da União e também da iniciativa privada.
  Ballarin disse que o Afonso Pena é o 5º aeroporto em movimento em um total de 67 aeroportos. Ele afirmou que há prioridades nos aeroportos tanto econômicas quanto estratégicas e preferiu não falar em ranking de prioridades.
  A licitação da ampliação da pista principal também não tem data para acontecer e, segundo ele, envolve um componente ambiental ‘‘seríssimo e custo alto’’. Mesmo com a ampliação, as aeronaves de maior porte continuariam com restrições de peso. Ele questionou ainda se seria melhor começar a terceira pista ou ampliar a segunda pista.
  O coordenador do Conselho Temático de Comércio Exterior da Fiep, Ardisson Naim Akel, disse que o Afonso Pena está saturado nos horários de maior demanda. Segundo ele, empresas já deixaram de se instalar no Paraná e preferiram locais próximos a aeroportos com capacidade de exportação. Segundo ele, mais de 90% da carga aérea do Paraná utiliza rodovia para depois ir por via aérea para o exterior. A idéia é criar uma comissão com empresários, governo e a Infraero para levantar propostas alternativas de solução.
  O deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB) lembrou que para uma pista ser construída demora entre sete e dez anos. Isso significa que não ficaria pronta para a Copa do Mundo de 2014.
Londrina
  O superintendente do Aeroporto de Londrina, Carlos Haroldo Novak, disse que a instalação do ILS no local depende de a prefeitura fazer a desapropriação do terreno vizinho ao aeroporto com 300 mil metros quadrados. O equipamento demanda um investimento de US$ 2 milhões. Junto com o ILS viria também a ampliação da pista hoje com 2.100 metros de comprimento para 2.400 metros.

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