Pirataria sonega R$ 30 milhões por ano
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quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Videolocadoras e vendedoras de vídeos do Paraná fizeram ontem uma manifestação em frente ao Palácio Iguaçu pedindo o fim da pirataria de CDs e DVDs no Brasil. Os participantes, alguns vestidos de personagens de cinema (como homem-aranha, branca de neve, sininho, peter pan), fizeram uma passeata com faixas e cartazes de filmes pedindo a conscientização popular ao som de uma música que dizia: ''seja original, compre ou alugue um DVD legal''. O ato público fez parte da mobilização pelo Dia Nacional de Combate à Pirataria.
Dados da Associação Paranaense de Combate à Pirataria (APCP) demonstram que a pirataria representa atualmente 45% do faturamento médio das videolocadoras brasileiras. Ela seria a responsável pela sonegação de R$ 30 bilhões por ano - dinheiro que seria lavado pelo crime organizado. Vinte e seis milhões de postos de trabalho, segundo a pesquisa, poderiam ser criados se a pirataria acabasse. ''O que falta é informação. O que queremos é mostrar que não pagar os direitos autorais é crime. Que isso incentiva o fim da produção de audiovisuais. A informalidade é a base da lavagem de dinheiro no Brasil. O que queremos é uma parceria, um grito de basta para a pirataria'', justificou Vânia Regina Fernandes, uma das fundadoras da APCP.
Para o presidente da APCP, Roberto Silva, a idéia é proteger o cinema. ''Setenta por cento do valor da produção de audiovisual são pagos pela locação e pela venda dos DVDs. O que queremos é proteger o cinema. É unificar todas as forças da sociedade e governamentais para acabar com a falsificação e com o roubo de idéias'', pontuou. Os participantes vestiram camisetas pretas representando luto por conta da atuação dos vendedores piratas. Videolocadoras fecharam as portas pela manhã em apoio à manifestação. No Brasil, são 12 mil videolocadoras. No Paraná, são 980 videolocadoras formalizadas.
A Prefeitura de Curitiba informou que nos últimos dois meses apreendeu cerca de 40 mil produtos piratas que estavam à venda em terminais de ônibus e em locais de grande movimentação de pedestres. Todos os meses, seriam recolhidas 20 mil unidades falsificadas de CDs, DVDs, perfumes, maços de cigarros, entre outros. Os produtos apreendidos foram encaminhados à Receita Federal para serem destruídos.


