São Paulo - A indústria brasileira de software perde US$ 300 milhões por ano com pirataria, a fonográfica US$ 600 milhões, e a cinematográfica US$ 130 milhões. As entidades de proteção à propriedade intelectual apresentam esses números para justificar por que concordam com as reclamações feitas anteontem pelo governo americano.
Além de criticar a política comercial brasileira, sobretudo o que chama de altas tarifas de importação, documento dos EUA afirma que o cumprimento da lei de direitos autorais continua a ser parcial no País e que os esforços no combate à pirataria no ano passado resultaram em vários processos, mas poucas condenações.
Carlos Alberto de Camargo, diretor da divisão antipirataria da União Brasileira de Vídeo, diz que 35% dos home vídeos são piratas, vendidos no máximo por 25% do preço do vídeo licenciado. Tanto locadoras como vendedores ambulantes alugam e vendem cópias ilegais.
Para Márcio Cunha Gonçalves, diretor-geral da Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD), o governo não tem nenhum plano de combate à pirataria. Segundo ele, para combater o crime de pirataria a Polícia Federal teria de combater as máfias e quadrilhas árabe e chinesa que atuam na fronteira do Brasil com o Paraguai.
A ABPD informa que hoje 50% dos discos pirateados vêm do Paraguai. Em 1997, o índice de cópias ilegais de CDs era de 3% do que se vendia no País.

mockup