Além da soja, o uso de sementes piratas tem crescido nas culturas de milho e trigo, afirma José Américo Pierre Rodrigues, presidente da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem). Segundo ele, o crescimento da pirataria é uma ameaça à indústria e à agricultura brasileira.
Na primeira linha de combate à pirataria, Rodrigues destaca que o Ministério da Agricultura precisa estruturar sua fiscalização e focar no combate à informalidade dentro do campo. O presidente da entidade observa que a indústria tem feito a parte dela denunciando a comercialização de materiais piratas. Só no ano passado, a Abrasem contabilizou mais de 150 denúncias.

Outras culturas


A pirataria na produção de sementes forrageiras também tem preocupado algumas empresas. Jorge Matsuda, presidente da Matsuda, empresa de comércio e indústria de sementes, avalia que a comercialização de forrageiras tem crescido no País. "São comerciantes que aproveitam o excedente de sementes, embalam e as vendem para os produtores", explica o dirigente.
Para Matsuda, o setor de sementes precisa de uma regulamentação mais forte. Além disso, ele destaca que o agricultor precisa se conscientizar dos riscos que essas sementes piratas trazem. O presidente da empresa completa que muitos produtores vendem o insumo sem o Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem), documento obrigatório de comercialização emitido pelo Ministério da Agricultura. "Pirataria é uma concorrência desleal", desabafa o empresário. (R.M.)

mockup