Pipoqueiro? Não, empreendedor
Curitiba - O pipoqueiro Valdir Novaki, 41 anos, é um dos empreendedores individuais que pode ser beneficiado com a medida. Ele trabalha no centro de Curitiba há cinco anos em um ponto fixo concedido pela Prefeitura. ''A cada dia que passa minha clientela aumenta mais'', contou. Segundo ele, o volume de vendas aumentou cerca de 20 vezes desde que ele tem o ponto. E o objetivo é triplicar os clientes nos próximos dois anos.
Novaki já teve emprego com carteira assinada como lavador de carros, manobrista e vendedor de banca de jornal. No entanto, percebeu que não tinha mais tantas oportunidades de trabalho. Mas, resolveu partir para um trabalho autônomo. Decidiu apostar no carrinho de pipoca por ser um investimento mais barato e também por não possuir muitos recursos.
''Fiz uma pesquisa de mercado. Analisei os concorrentes para ver o que eles faziam de errado e porque não vendiam'', contou. ''Por que o pipoqueiro não pode ter qualidade e higiene pessoal e do carrinho?'', questionou.
Novaki resolveu investir neste diferencial. Ele está sempre vestido de branco com um jaleco para cada dia da semana, inclusive com o dia impresso na roupa. Usa uma embalagem que não passa gordura para as mãos do cliente e utiliza um pegador para abrir os pacotes. Ainda oferece aos clientes um kit com guardanapo, fio dental e bala de menta. Tudo por R$ 2,50. A pipoca ainda tem um ''chorinho'', ou seja, além do pacote cheio vem um pouco a mais do produto na sacola plástica que o cliente leva. O coco e o bacon utilizados no preparo do produto ficam em uma bolsa térmica.
O pipoqueiro Valdir criou um ''cartão fidelidade''. A cada cinco pacotes de pipoca compradas pelo consumidor, uma é grátis. Ele criou ainda um cartão pré-pago no qual o cliente compra dez pipocas e leva 12. Quando começou com o carrinho criou um cartão convite, através do qual oferecia uma pipoca de graça para atrair novos clientes. ''Adoro trabalhar com público'', revelou. Tanta inovação já lhe proporcionou convites para palestras e, recentemente, recebeu pedido de franquia do Marrocos, através do site que mantém na internet. ''Eu tinha certeza que podia crescer com o próprio negócio'', contou.
Ele contou, porém, que sempre manteve os pés no chão. Cada novidade que pretendia implantar, por exemplo, era testada antes de ser colocada em prática. Agora, pretende iniciar no final do ano cursos de inglês e espanhol para se preparar para a Copa de 2014. (A.B.)





