O déficit em transações correntes, um dos principais indicadores das contas externas do País, somou US$ 2,589 bilhões em março, segundo informou ontem o Banco Central. Esse resultado é superior ao déficit de US$ 1,660 bilhão registrado em fevereiro. No acumulado do trimestre, o déficit em conta corrente somou US$ 6,680 bilhões (4,85% do PIB), o que representa uma piora em relação ao déficit de US$ 4,075 bilhões registrado em igual período do ano passado.
O balanço de pagamentos, que contabiliza todas as operações do Brasil com o exterior, foi deficitário em US$ 659 milhões em março. O balanço de pagamentos engloba a conta de capital financeira (antiga conta de capital), que apresentou um superávit de US$ 2,241 bilhões em março, e a conta de transações correntes.
Mesmo com o déficit de março, o balanço de pagamentos foi superavitário em US$ 1,792 bilhão no primeiro trimestre de 2001. Nos três primeiros meses do ano passado, o balanço de pagamentos havia apresentado superávit de US$ 3,148 bilhões.
O ingresso líquido de investimentos estrangeiros diretos foi de US$ 2,089 bilhões em março, segundo o BC. Em março do ano passado, o ingresso líquido de investimentos diretos fora de US$ 2,248.
O BC informou também que a dívida externa total somou US$ 238,230 bilhões em fevereiro, o que representa um aumento de 0,88% em relação a dezembro do ano passado, quando estava no patamar de US$ 236,151 bilhões.
PrevidênciaO secretário de Previdência Social, Vinícius Carvalho Pinheiro, disse ontem que a Previdência teve um déficit em março de R$ 800,6 milhões. Esse resultado corresponde à diferença entre o gasto com o pagamento de benefícios (R$ 5,45 bilhões) e da arrecadação (R$ 4,65 bilhões). O déficit aumentou 52,6% em relação a fevereiro deste ano e 68,2% em relação a março do ano passado.

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