O físico Luiz Pinguelli Rosa, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), disse ontem, no plenário da Assembléia Legislativa, que este não é o momento para o governo do Estado passar a Copel para as mãos da iniciativa privada. Rosa, autor do livro ''Um País em Leilão'', lançado pela editora da UFRJ, argumenta que o cenário energético brasileiro é uma ''incógnita'' num horizonte de dois anos.
''O mercado de energia elétrica é incerto. Por enquanto o Sul é privilegiado, mas pode vir a sofrer também com racionamento'', analisou. Ele lembrou que o marcado de energia estará livre a partir de 2003, mudando a forma como as empresas operam. ''Não há como saber quanto a energia vai custar'', observou o professor, referindo-se à entrada das geradoras de gás.
De acordo com ele, o gás natural custa US$ 45,00 por MW/h, enquanto a energia produzida nas hidrelétricas está em US$ 20,00 MW/h. Mas os valores podem mudar.
O professor aponta que só há uma solução para o leilão: o cancelamento, para que o consumidor não seja prejudicado. ''A decisão de privatizar ou não até pode ser discutida, mas não neste momento''. Pinguelli veio ao Paraná a convite da Assembléia Legislativa, onde seu livro foi lançado no Espaço Cultural da Casa, com o apoio do Fórum Popular Contra a Venda da Copel.
Ontem à tarde, o fórum realizou, no Plenarinho da Assembléia, a última reunião plenária antes do leilão. Ficou decidido que o movimento fará uma manifestação, no dia 30 - véspera do leilão -, em Curitiba. Os manifestantes fazem concentração na Boca Maldita (centro da Capital), a partir das 17 horas, e vão em marcha até o Palácio Iguaçu.(M.D.)

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